
Sinceramente, eu ainda não entendi onde todo mundo que está envolvido quer chegar com essa história de não obrigatoriedade de diploma para Jornalista.
Tudo bem que tem muita gente boa por aí, que escreve super bem e está muito melhor gabaritada para atuar no ramo do que certas pessoas que tem diploma na área. A exemplo de vários blogs e sites de mídia independente que transmitem as informações com com maior qualidade e de maneira mais aprofundada, se valendo de boas analises dos fatos, do que muitos meios do jornalismo dito "oficial" que você vê em grandes sites, e corporações de comunicação que possuem um grande alcance na sociedade. O que serve para ilustrar que certificações não são o suficiente para atestar que você é um bom profissional.
Já ouvi gente dizendo que essa medida vai melhorar e muito a liberdade de imprensa em nosso país, facilitando a distribuição de informação produzida de forma independente. E me desculpem, mas eu não vejo as coisas por essa ótica (otimismo em certos aspectos não é o meu forte). E há também a justificativa dada, se eu não me engano, pelo STF, de que o curso não necessita de diploma por não necessitar de habilidades tecnicas.
Como assim? Habilidades tecnicas... O que o STF entende por isso? Tudo bem que os cursos das áreas sociais e humanas são conhecidos por valorizar mais teoria do que a tecnica, mas ela não se extingue dentro da área, já que toda teoria necessita ser viável para ganhar o status de. Ou então o Gilmar Mendes acha que todo mundo já nasce sabendo fotografia, tecnicas de edição e tantas outras coisas que se aprende em varias cadeiras oferecidas no curso de comunicação, porquê se for assim essas habilidades ainda não se afloraram na minha pessoa. Quem sabe, se eu fizer uma forcinha, elas aflorarão subitamente. Mas se bem que ele comparou os Jornalistas com os Cozinheiros, só que até onde eu sei, tecnica é o que mais se precisa para estar dentro de uma cozinha.
Então, se for assim, daqui a pouco, cursos como Sociologia, Letras, Pedagogia, tão não terão diploma obrigatório. Afinal, como cursos das áreas humanas e sociais, a tecnica não é o mais importante, certo? Eu sei que tem muita gente achando isso tudo maravilhoso, e seria, se não vivessemos em um país chamado Brasil, onde atraso é o nome do meio.
O Daniel estava até comparando que, em países como a França, o diploma de jornalista não é mais obrigatório. Só que a França é a França mon ami! Vamos pensar em quanto tempo o jornalismo de lá levou para evoluir até chegar a este patamar em que certificações são dispensáveis. Sem contar que lá as pessoas compreendem que um jornal não deve apenas informar sobre o acontecimento de um fato, mas sim ser opinativo. E também tem a história que, não é qualquer um que vai sair por lá dizendo que é jornalista, já que não precisa de diploma. E tudo bem, eu sei que essa decisão não deveria impedir que uma pessoa que queira exercer a profissão de procurar a formação adequada para tanto. Só que aqui no Brasil o tiro vai sair pela culatra, pois, ao invés de abrir espaço para a mídia independente, irá apenas legitimar as merdas que a gente vê por aí na mídia "oficial". Por isso creio que a decisão, neste momento, foi equivocada pelo seguinte aspecto de que o Brasil precisava caminhar muito para chegar a este ponto. Pois a maioria das pessoas não tem consciência do que é Joralismo de verdade, já que os guetos (sim, a internet ainda é um gueto em nosso país) de midia independente não podem concorrer em pé de igualdade com a Globo e a Record da vida. E a nossa cultura é besta o suficiente para desvalorizar ainda mais o profissional, independente do que ele saiba e da qualidade do seu trabalho, só porque ele não tem um papel bobo, chamado diploma.
Pois é, como sempre lá fomos nós metendo (na minha opinião) os pés pelas mãos de novo. E se a luta por um jornalismo de qualidade já era bem árduo, agora mesmo é que os prifissionais serios do ramo, com diploma ou não, devem dormir de olhos abertos a fim de impedir que essa decisão se configure realmente em um retrocesso, dando mais poder ainda as grandes corporações de alcance maciço do público de decidir que faz ou não a noticia.
Tudo bem que tem muita gente boa por aí, que escreve super bem e está muito melhor gabaritada para atuar no ramo do que certas pessoas que tem diploma na área. A exemplo de vários blogs e sites de mídia independente que transmitem as informações com com maior qualidade e de maneira mais aprofundada, se valendo de boas analises dos fatos, do que muitos meios do jornalismo dito "oficial" que você vê em grandes sites, e corporações de comunicação que possuem um grande alcance na sociedade. O que serve para ilustrar que certificações não são o suficiente para atestar que você é um bom profissional.
Já ouvi gente dizendo que essa medida vai melhorar e muito a liberdade de imprensa em nosso país, facilitando a distribuição de informação produzida de forma independente. E me desculpem, mas eu não vejo as coisas por essa ótica (otimismo em certos aspectos não é o meu forte). E há também a justificativa dada, se eu não me engano, pelo STF, de que o curso não necessita de diploma por não necessitar de habilidades tecnicas.
Como assim? Habilidades tecnicas... O que o STF entende por isso? Tudo bem que os cursos das áreas sociais e humanas são conhecidos por valorizar mais teoria do que a tecnica, mas ela não se extingue dentro da área, já que toda teoria necessita ser viável para ganhar o status de. Ou então o Gilmar Mendes acha que todo mundo já nasce sabendo fotografia, tecnicas de edição e tantas outras coisas que se aprende em varias cadeiras oferecidas no curso de comunicação, porquê se for assim essas habilidades ainda não se afloraram na minha pessoa. Quem sabe, se eu fizer uma forcinha, elas aflorarão subitamente. Mas se bem que ele comparou os Jornalistas com os Cozinheiros, só que até onde eu sei, tecnica é o que mais se precisa para estar dentro de uma cozinha.
Então, se for assim, daqui a pouco, cursos como Sociologia, Letras, Pedagogia, tão não terão diploma obrigatório. Afinal, como cursos das áreas humanas e sociais, a tecnica não é o mais importante, certo? Eu sei que tem muita gente achando isso tudo maravilhoso, e seria, se não vivessemos em um país chamado Brasil, onde atraso é o nome do meio.
O Daniel estava até comparando que, em países como a França, o diploma de jornalista não é mais obrigatório. Só que a França é a França mon ami! Vamos pensar em quanto tempo o jornalismo de lá levou para evoluir até chegar a este patamar em que certificações são dispensáveis. Sem contar que lá as pessoas compreendem que um jornal não deve apenas informar sobre o acontecimento de um fato, mas sim ser opinativo. E também tem a história que, não é qualquer um que vai sair por lá dizendo que é jornalista, já que não precisa de diploma. E tudo bem, eu sei que essa decisão não deveria impedir que uma pessoa que queira exercer a profissão de procurar a formação adequada para tanto. Só que aqui no Brasil o tiro vai sair pela culatra, pois, ao invés de abrir espaço para a mídia independente, irá apenas legitimar as merdas que a gente vê por aí na mídia "oficial". Por isso creio que a decisão, neste momento, foi equivocada pelo seguinte aspecto de que o Brasil precisava caminhar muito para chegar a este ponto. Pois a maioria das pessoas não tem consciência do que é Joralismo de verdade, já que os guetos (sim, a internet ainda é um gueto em nosso país) de midia independente não podem concorrer em pé de igualdade com a Globo e a Record da vida. E a nossa cultura é besta o suficiente para desvalorizar ainda mais o profissional, independente do que ele saiba e da qualidade do seu trabalho, só porque ele não tem um papel bobo, chamado diploma.
Pois é, como sempre lá fomos nós metendo (na minha opinião) os pés pelas mãos de novo. E se a luta por um jornalismo de qualidade já era bem árduo, agora mesmo é que os prifissionais serios do ramo, com diploma ou não, devem dormir de olhos abertos a fim de impedir que essa decisão se configure realmente em um retrocesso, dando mais poder ainda as grandes corporações de alcance maciço do público de decidir que faz ou não a noticia.
