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03 outubro 2008

Acasos (parteII)

O começo da historia está aqui


- Eita, que bom que meu dinheiro caiu. Finalmente!

- Vamos pro Reagge sábado, disse a amiga. E ela pensou que realmente fazia um bom tempo que não dançava, e gingar aos sons jamaicanos, com o vento do mar nos cabelos, não seria nada mau.

E enquanto ambas caminhavam meio sem rumo, ela mais ainda se deixava levar pela atmosfera permissiva do local - Como eu adoro a Praia Grande, pensou olhando os mirantes e as janelas dos casarões. Olhou também os namorados sentados nos bancos da praça Nauro Machado, e se lembrou da vez que viu aquele que batizou este lugar, sentado nestes mesmos bancos com sua calma, suas historias e sua cabeça branca. Mas agora ela via os namorados se beijando...

- Eu tô com fome! diz a amiga, com uma cara de quem não come a meses - Deu pra perceber, ela responde, e então fazemos o que? Vamos no cachorro quente, ou pra onde - pergunta a amiga.
- Duas opções, churrasco ou pastel!? nada de cachorro quente vai, mas é você quem decide. Hum, então eu decido? Disse a sua amiga, pensando no mesmo instante na tática que usava com seu ex-namorado, pois pra essas coisas corriqueiras não gostava de estar se preocupando, achava melhor delegar aos outros a escolha da sua comida e da sua bebida, contanto que a escolha lhe agradasse de verdade, não via problema.
- Decidi que você decide! disse pra sua amiga em meio a uma gargalhada que chamou a atenção das pessoas sentadas em varias mesas de um bar próximo. Ela gostava daquele bar, principalmente as sextas-feiras quando tinha uma roda de tambor de crioula. As coreiras já se preparavam, os tambores já eram aquecidos, ela estava de saia longa, mas sua amiga escolheu comer pasteis que só são vendidos em um bar no outro extremo da praça, longe do batuque.

Um mesa pra dois - gritaram ambas para o garçom. Agora sim, é só sentar e pedir a cerveja ela pensou, enquanto via o garçom passar o pano sobre a mesa sua amiga conversava com alguém. Vamos sentar aqui- disse a amiga apontando pra mesa onde um rapaz de olhar tímido estava sentado. Mas já pedimos a mesa pro garçom- ela disse, um pouco envergonhada de sentar com desconhecido - Não te preocupa que do mesmo jeito que se pede, se despede - disse a amiga toda serelepe indo ao banheiro - Senta ai com meu amigo, me espera e relaxa menina! pede logo uma cerveja...

E depois de umas (varias) cervejas, pontos em comum no meio de risos rasgados provocados pelo álcool, histórias hilárias, olhares fixos e telefones trocados, ela se sentiu feliz de estar ali naquele lugar. E por um instante pensou que podia ter se arrumado melhor, ter ao menos feito as unhas ou colocado uma roupa menos surrada, mas o ambiente de cumplicidade daquela mesa logo a fez esquecer destas futilidades.
Estava ali com alguém que gostava e conhecendo outro alguém tão interessante quanto. Agradeceu pela vontade louca da amiga em comer pastel, e pensou que são os acasos da vida, que levam e trazem pessoas de nós, que fazem esse mundo não ser uma rotina tão cruel como aquela músic
a de Chico... Aquela em que ela faz tudo sempre igual... Se os telefones trocados servirão para alguma coisa? Ela não sabe, e isso no fundo não importa, pois por mais que tudo mude as sextas-feiras continuarão sextas-feiras...

PS: Eu disse que não era pra criar expectativa...


26 setembro 2008

Acasos (parte I)


.Eram seis da tarde, e ela olhou para o relógio não acreditando por um momento que as horas haviam passado tão depressa. Mal havia chegado da rua e já devia sair novamente, não precisava, devia. O dever é uma coisa que lhe pesa muitas vezes, e nessas horas ela queria mandar ele (o dever) tomar naquele lugar, e numa de suas viagens pensou - se os gays gostam, não deve ser tão ruim assim - e riu de suas besteiras sozinha.

- Menina! já viu que horas são?! - Entrou a mãe esbaforida no quarto, e o riso foi embora pela porta que se abriu, lembrando ao dever, que estava suspenso no ar, de cair novamente em seus ombros. E ela foi se arrastando pro banho.

O ônibus lotado, ela lembrando do sonho que teve na noite que se passou, com seu ex-namorado, os dois em uma caverna, onde antes da chegada dele ela descobria coisas, que pela tensão sentida na procura deveriam ser de grande importância. Coisas que se reveladas mudariam o mundo - Um tesouro talvez, ela pensa. Mas nunca saberá do que se tratava sua busca pois no instante da descoberta o ex- namorado chega e a distrai, a caverna cheia de mineiros de repente fica vazia, e o dia vira noite.
Não queria que estivesse ali, pois era perigoso, poderia se machucar - mas por que? - e ela não queria isso, não para ele, tanto que o medo do sonho (ou seria pesadelo?) ainda a faz pensar. Saiu correndo pelos túneis, ele agarrou forte na sua mão, estavam sós, ela com raiva da presença dele ali e um telefone toca estridente! Eles correm seguindo o som e chegam a uma sala com um poço fundo, o telefone em uma linda mesa. Ela atendeu, mas ninguém do outro lado quando, no mesmo instante um monstro horrível sai do poço... Que coisa mais louca - Disse a si mesma.

Que otimo que o professor não foi - Pensou, e queria mesmo era beber, esquecer do sonho ruim. Ligou pra amiga, se encontraram na parada de ônibus, e enquanto esperavam ela lhe contou o sonho que teve. - Procura um psicólogo, esse seu amor reprimido pelo seu ex não te faz bem, disse a amiga. Mas ela não queria um divã, anseiava por uma mesa de bar...

PS: Gente, depois eu continuo a história viu! Não é pra criar espectativa não, e pura falta de tempo de escrever tudo agora. Beijos!



03 agosto 2008

Algumas considerações...


-Ando com muito, muito trabalho pois por um grande infortúnio NÃO estou de ferias...

-Acabei de fazer um artigo e da minha cabeça não sai mais nada.

-Estou sofrendo de abstinência de Reviver, e isso está acabando comigo
.

-Até quinta-feira minha vida está um grande inferno...Do jeito que as coisas andam já perdi o medo de reprovar nesta maldita cadeira de Alfabetização. O diacho desta professora está me fazendo pensar duas vezes em trabalhar com crianças.


-Isso é mau...Muito mau...


-Quando a sexta-feira chegar vou direto da aula para um bar e vou encher a cara. Dane-se a lei seca, eu não dirijo mesmo!


-No sábado vou estar de ressaca, mas provavelmente encherei a cara de novo!


-Não leve em consideração as duas afirmações acima!!!


-Mas que sexta-feira eu vou sair...Ah se vou!