26 setembro 2008

Acasos (parte I)


.Eram seis da tarde, e ela olhou para o relógio não acreditando por um momento que as horas haviam passado tão depressa. Mal havia chegado da rua e já devia sair novamente, não precisava, devia. O dever é uma coisa que lhe pesa muitas vezes, e nessas horas ela queria mandar ele (o dever) tomar naquele lugar, e numa de suas viagens pensou - se os gays gostam, não deve ser tão ruim assim - e riu de suas besteiras sozinha.

- Menina! já viu que horas são?! - Entrou a mãe esbaforida no quarto, e o riso foi embora pela porta que se abriu, lembrando ao dever, que estava suspenso no ar, de cair novamente em seus ombros. E ela foi se arrastando pro banho.

O ônibus lotado, ela lembrando do sonho que teve na noite que se passou, com seu ex-namorado, os dois em uma caverna, onde antes da chegada dele ela descobria coisas, que pela tensão sentida na procura deveriam ser de grande importância. Coisas que se reveladas mudariam o mundo - Um tesouro talvez, ela pensa. Mas nunca saberá do que se tratava sua busca pois no instante da descoberta o ex- namorado chega e a distrai, a caverna cheia de mineiros de repente fica vazia, e o dia vira noite.
Não queria que estivesse ali, pois era perigoso, poderia se machucar - mas por que? - e ela não queria isso, não para ele, tanto que o medo do sonho (ou seria pesadelo?) ainda a faz pensar. Saiu correndo pelos túneis, ele agarrou forte na sua mão, estavam sós, ela com raiva da presença dele ali e um telefone toca estridente! Eles correm seguindo o som e chegam a uma sala com um poço fundo, o telefone em uma linda mesa. Ela atendeu, mas ninguém do outro lado quando, no mesmo instante um monstro horrível sai do poço... Que coisa mais louca - Disse a si mesma.

Que otimo que o professor não foi - Pensou, e queria mesmo era beber, esquecer do sonho ruim. Ligou pra amiga, se encontraram na parada de ônibus, e enquanto esperavam ela lhe contou o sonho que teve. - Procura um psicólogo, esse seu amor reprimido pelo seu ex não te faz bem, disse a amiga. Mas ela não queria um divã, anseiava por uma mesa de bar...

PS: Gente, depois eu continuo a história viu! Não é pra criar espectativa não, e pura falta de tempo de escrever tudo agora. Beijos!



3 comentários:

Fóssil disse...

Só marketing =]

- o começo tá legal =D

Maycko Passos disse...

"uma sala com um poço fundo, o telefone em uma linda mesa. Ela atendeu, mas ninguém do outro lado quando, no mesmo instante um monstro horrível sai do poço..." Essa foi a melhor parte rsrs... Beeeeeemmm Kafka rsrs
visite o meu blogue! ô gente! Compra o disco, ajuda! bjos

camila chaves disse...

aaah, geruza! huahuahuahuahuahua no começo, imaginei que o telefone tocando fosse, na verdade, o despertador e o dever que fez a menina acordara. eu mesma tenho vários sonhos assim. nem sempre são telefones tocando, claro. tem vezes que esão alarmes ou buzinas de carros ou cirenes de escolas. é terrível. um barulho que não termina nunca. rs. mas enfim, fiquei curiosa. curiosa e surpresa! fazia tempos que não vinha aqui e vi que estas bandas andam bem movimentadas! que bom! (=