
Andei pensando, depois de um post que li no Amálgama, e percebi que sou uma pessoa estranha para os padrões atuais. Tudo isso porque eu faço planos a longo prazo, e o que é pior, sigo eles a risca. Eu sonho.
Desde criança eu dizia umas coisas, como por exemplo, que iria me formar na universidade com 22 anos, e acho que esse foi o plano mais a longo prazo da minha vida. Tanto eu me lembro que ficava sentada fazendo os cálculos, só para ver se ia dar tudo certo... E eu só tinha uns seis anos e era (me achava) uma bobona de óculos aro marrom e sem amigos. Mas eu tinha um sonho, e isso pra mim era muita coisa. E no meio desse devaneio vinha tanta coisa, tanta vontade... De ser nutricionista só para cuidar da dieta da vovó; aeromoça e poder fazer conexão internacional para Paris; medica e viajar pro meio da Amazônia cuidando dos índios; jornalista (eu vi Watergate altas horas da noite no Corujão, escondida da mamãe) para desvendar todos os podres da política; designer para projetar coisas que facilitassem a vida das pessoas...
E foi tão engraçado quando eu percebi que meus planos eram cada vez mais reais, e que as coisas vão acontecendo no mesmo instante que você respira e, graças as todas as condições favoráveis que eu tive, vou fazer 22 anos em Agosto e caminho para me formar em Pedagogia. Ou seja, estou a beira de concretizar o maior plano da minha vida, já que tudo o que veio antes, durante, e tudo o que virá depois será por causa e efeito deste meu grande plano! Eba!
Mas, é daí Gerusa!? Tu vais te formar, parabéns... Só que até agora eu não entendi aonde tu quer chegar.
O problema é que muita gente me pergunta o que é que eu vou fazer depois que me formar, o que vai ser da minha vida. Varias pessoas me dizem que adiam a formatura ao máximo, ou que fazem varias graduações para não ter que sair do meio da universidade, pois, não saberiam viver ou ter amigos em outro lugar, e não entendem como eu, uma pessoa que teve todas as experiências legais e construtivas que essa meio proporciona, que fiz grandes amigos, participei de grandes movimentos, estive em festas sempre memoráveis, fui referência de curso... Como é que eu posso querer com tanto afinco sair dali?
E eu respondo que eu vou continuar fazendo o que eu sempre fiz: viver!
O grande lance em se fazer planos a longo prazo é que você sempre tem duas possibilidades: ou você se dá super bem, ou quebra a cara. E para que tudo dê certo é preciso fazer escolhas e arcar com a responsabilidade que elas trazem, o que, no meu ponto de vista, é o mais legal pois te faz crescer como gente, ter maturidade pra cair e levantar, e até perceber a tempo se por acaso tal escolha é mesmo a melhor pra sua vida. E por isso eu digo que me sinto diferente, porque não tive medo de fazer planos numa sociedade onde gente da minha idade, e com as mesmas oportunidades que eu tive e até mais, não sabem se calçam a luva ou colocam o anel. Sentem medo de pensar no futuro, afinal somos tão jovens.
Eu olho para minha mãe e penso que na minha idade ela já morava sozinha a um bom tempo, estudava enfermagem, trabalhava, namorava o meu pai... E com 23 anos já tinha o meu irmão mais velho. Vejo e fico pensando o quanto os jovens de hoje adiam a responsabilidade sobre as suas próprias vidas, como se quisessem viver em uma festa sem fim, com medo do estrago e da faxina do dia seguinte. Como certos amigos meus que planejam a sua vida por semana, no máximo por semestre, segurando nas arestas, com medo dos grandes saltos.
Posso até quebrar a cara, mas me jogo do ninho, pois, eu sei que sou um passarinho e posso voar. E você, que ainda está aí dentro olhando a casca que se rachou, pensa que é o quê?
Depois eu conto os meus novos grandes planos...
Desde criança eu dizia umas coisas, como por exemplo, que iria me formar na universidade com 22 anos, e acho que esse foi o plano mais a longo prazo da minha vida. Tanto eu me lembro que ficava sentada fazendo os cálculos, só para ver se ia dar tudo certo... E eu só tinha uns seis anos e era (me achava) uma bobona de óculos aro marrom e sem amigos. Mas eu tinha um sonho, e isso pra mim era muita coisa. E no meio desse devaneio vinha tanta coisa, tanta vontade... De ser nutricionista só para cuidar da dieta da vovó; aeromoça e poder fazer conexão internacional para Paris; medica e viajar pro meio da Amazônia cuidando dos índios; jornalista (eu vi Watergate altas horas da noite no Corujão, escondida da mamãe) para desvendar todos os podres da política; designer para projetar coisas que facilitassem a vida das pessoas...
E foi tão engraçado quando eu percebi que meus planos eram cada vez mais reais, e que as coisas vão acontecendo no mesmo instante que você respira e, graças as todas as condições favoráveis que eu tive, vou fazer 22 anos em Agosto e caminho para me formar em Pedagogia. Ou seja, estou a beira de concretizar o maior plano da minha vida, já que tudo o que veio antes, durante, e tudo o que virá depois será por causa e efeito deste meu grande plano! Eba!
Mas, é daí Gerusa!? Tu vais te formar, parabéns... Só que até agora eu não entendi aonde tu quer chegar.
O problema é que muita gente me pergunta o que é que eu vou fazer depois que me formar, o que vai ser da minha vida. Varias pessoas me dizem que adiam a formatura ao máximo, ou que fazem varias graduações para não ter que sair do meio da universidade, pois, não saberiam viver ou ter amigos em outro lugar, e não entendem como eu, uma pessoa que teve todas as experiências legais e construtivas que essa meio proporciona, que fiz grandes amigos, participei de grandes movimentos, estive em festas sempre memoráveis, fui referência de curso... Como é que eu posso querer com tanto afinco sair dali?
E eu respondo que eu vou continuar fazendo o que eu sempre fiz: viver!
O grande lance em se fazer planos a longo prazo é que você sempre tem duas possibilidades: ou você se dá super bem, ou quebra a cara. E para que tudo dê certo é preciso fazer escolhas e arcar com a responsabilidade que elas trazem, o que, no meu ponto de vista, é o mais legal pois te faz crescer como gente, ter maturidade pra cair e levantar, e até perceber a tempo se por acaso tal escolha é mesmo a melhor pra sua vida. E por isso eu digo que me sinto diferente, porque não tive medo de fazer planos numa sociedade onde gente da minha idade, e com as mesmas oportunidades que eu tive e até mais, não sabem se calçam a luva ou colocam o anel. Sentem medo de pensar no futuro, afinal somos tão jovens.
Eu olho para minha mãe e penso que na minha idade ela já morava sozinha a um bom tempo, estudava enfermagem, trabalhava, namorava o meu pai... E com 23 anos já tinha o meu irmão mais velho. Vejo e fico pensando o quanto os jovens de hoje adiam a responsabilidade sobre as suas próprias vidas, como se quisessem viver em uma festa sem fim, com medo do estrago e da faxina do dia seguinte. Como certos amigos meus que planejam a sua vida por semana, no máximo por semestre, segurando nas arestas, com medo dos grandes saltos.
Posso até quebrar a cara, mas me jogo do ninho, pois, eu sei que sou um passarinho e posso voar. E você, que ainda está aí dentro olhando a casca que se rachou, pensa que é o quê?
Depois eu conto os meus novos grandes planos...







