06 setembro 2008

Eu não sou seu...

O que temos em mente quando pensamos em relacionamento aberto? Eu juro que não sei muito o que pensar, creio que é por conta disso que eu pergunto, que estudo(não sei por que insisto que o estudo me dará a resposta). E depois de tanto perguntar, parei e me indaguei - será que estamos preparados para esse tipo de relacionamento?
Não meu povo, isso não quer dizer que estou namorando, ou pensando em manter um relacionamento aberto(até segunda ordem estou querendo mesmo é distancia), mas de tanto eu ver gente dizendo que mantêm um relacionamento aberto, e ver tantos destes fracassando, fico em duvida se realmente sabemos conduzir essa situação.
É muito bonitinho, tá na ultima moda, mas o essencial para se ter um relacionamento aberto, na minha visão, ainda não é cultivado pela maioria. Esse essencial se materializa no respeito e na abolição do outro como uma posse sua.
Por exemplo, muitos homens hoje adoram essa história e vêem esse tipo de relacionamento como um consentimento da namorada pra sair por ai "pegando a mulherada" a vontade, sem a culpa institucional de traição(se é que ele se sentia culpado). E a maioria das mulheres hoje aceita o relacionamento aberto, mas se sente traída se sabe que o outro estava com outra. Mas ainda tem a terceira pessoa, qual é o papel desta na situação?
Ah! Eu não ligo se ele já tinha outra antes de mim - MENTIROSA! Lógico que você liga, fala a verdade vai. Talvez até não ligasse mesmo, se muitos não tivessem a atitude de usar a terceira pessoa como um estepe para as horas que não tem mais o que fazer, ou porque brigou com o outro, enfim, achando que aquela pessoa é algo da sua estante.
O que eu quero dizer é que na sociedade de hoje, onde as relações de propriedade são o norte das situações, se torna uma saga quase impossivel ter um relacionamento aberto, pois algo deste tipo requer um desprendimento ao qual ainda não estamos acostumados. Se você não aprende na escola a compartilhar o brinquedo, tão pouco vai conseguir fazer isso nas relações afetivas. Enquanto houver a possibilidade de magoa, vai se anulando a possibilidade de uma relação saudável, e isso vale para qualquer "modalidade" afetiva.
Por isso digo que antes de sair por ai aceitando ou engendrando um relacionamento aberto, ou qualquer tipo de relacionamento, devemos buscar o verdadeiro sentido da convivência, do entendimento, do respeito mutuo, da liberdade principalmente.
Devemos ter em mente que o melhor da relação é o que podemos viver e aprender com o outro, e não simplesmente possuir o outro. Acho que quando enfim descobrirmos isso, a sociedade não vai mais precisar de definições, classificações e nomenclaturas.

2 comentários:

Paulo Vilmar disse...

Dona Gerussol!
Nestes casos de coração, acho, mesmo, é que sou conservador! Prefiro é conservar o amor... e, para isso, algumas atitudes são básicas, respeito, respeito e respeito. Respeito por mim, pela pessoa amada e pelas outras pessoas!
Tendo isso, é claro que o relacionamento deve ser aberto, no sentido de não sermos mercadorias nem propriedade de ninguém. Quero tomar uma cerveja com meus amigos e ela não gosta deles ou da cerveja, ou dos dois? Fica em casa enquanto eu saio, ou vice veresa ou sai com as amigas que eu não gosto, ou que não tomam cerveja. Agora, se eu sair com os amigos para tomar cerveja e aproveitar o fato de estar desacompanhado para dar em cima daquela gostosa que acabou de chegar no bar é porque eu não tenho respeito, nem relacionamento, nem aberto nem fechado. Amor é confiança, saímos juntos se gostamos dos mesmos programas, se não, não, e isso teoricamente não pode afetar nosso relacionamento, até porque, normalmente, procuramos alguém que tenha mais afinidades do que discordâncias de nós. Relacionamento aberto é ficar, ficar não é relacionamento é galinhagem, gostosa, alegre e inconseqüente brincadeira. Relacionamento traz em seu interior um pouco mais de responsabilidade. Amar é tão bom...
(acabei me estendendo, mas gosto do tema).
Beijos.

Gerussol disse...

A-D-O-R-O contribuições extensivas para meus posts Paulo. Se vindas de você então...Beijos!